Provavelmente, as listas mais conhecidas que existem neste mundo nublado são os 10 mandamentos. São uma lista de prioridades, ideias que queremos seguir antes de seguirmos outras, de menor importância. Há muitas outras listas nas nossas vidas, construídas tendo como base a frequência do acontecimento. Para um depressivo, o suicídio está à frente do esperar que a dor passe, pois a dor é mais frequente que a morte. O raciocineo é lógico: habituamos-nos aquilo que fazemos frequentemente e que sabemos que vamos poder fazer depois. Os acontecimentos únicos são os que devem ser privilegiados, pois nada aponta para quando os vamos voltar a viver, nem sequer se os vamos voltar a viver.
Ainda assim, aquela pessoa que acorda todos os dias com um sorriso na cara, tem no topo da sua lista, sorrir novamente. O que nos leva a uma estranha conclusão. Por um lado construímos a lista consoante aquilo que gostamos de fazer e que fazemos muitas vezes, mas por outro, somos tentados em deixar para trás aquilo que gostamos de fazer.
Era tão mais fácil, aos 5 anos, quando todas as minhas preocupações eram um vácuo onde habitava a vontade de correr, rir e sorrir... Era mais ou menos nesta altura, que, sempre que parávamos o carro no meio da natureza, geralmente no topo de uma serra, eu perguntava com aquela alegria de criança feliz "Pai, pai, pai, posso gritar?"... Claro que a resposta era aquela que me fazia olhar para o mundo que ficava mesmo no horizonte, encher os pulmões de ar e soltar um grito de nada, mas que mostrava que eu estava ali e feliz!
Fez-se o silencio, quando o sorriso se desvaneceu e a criança cresceu!
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
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