Pára! Pára tudo. Fecha os olhos para parares de ler. Tapa os ouvidos para parares de ouvir. Cobre a pele para parares de sentir. Cala-te para parares de te mostrar presente. Sustem a respiração, para parares de viver...
Olha à tua volta... Agora consegues-me ver. Um misto de sonho adormecido que teima em nunca acordar, com a imagem de um projecto falhado antes de ser sequer idealizado. Uma exclamação reprimida. Um medo surdo. Uma voz invisível. Um nada...
Valha-me o nada. No meio dele, tudo é pequeno e tudo é grande. No meio do nada está a pureza e a perfeição. Sendo um nada, resta-me os confins de mim mesmo, onde nada e sozinho consigo ver-me a mim próprio. Porque enquanto eu estou sozinho, sei que sozinho devo estar. De que me vale trepar a uma árvore se vou ter de descer? Antes ser a própria árvore do que aquele que a trepa, ao menos as árvores morrem de pé...
terça-feira, 11 de maio de 2010
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