domingo, 19 de setembro de 2010

Procuro nada

Estou à procura. Remexo nas folhas mortas que jazem no chão. Movo as pedras que acalcam a terra debaixo de si. Nada. Procuro nas sombras criadas pelas árvores, nas esquinas dos prédios, no vento que faz andar as nuvens. Nada. Vejo as pegadas sem sucesso, percorro a minha pele sem encontrar, rodo sobre mim mesmo e... Nada. Detenho-me diante um espelho, o sitio mais provável e Nada.

A pergunta ouve-se de todo o lado, como algo que vem de dentro de nós próprios e invade cada espaço de nós. Quem és tu? E eu não sei... Procura a resposta, mas onde? Tu sabes onde, não, eu não sei! Será que existe resposta? O que faço quando souber a resposta? Procuro depois o meu lugar? Não posso, eu não quero o meu lugar!

Não quero!