A vista é sobre a praça! Todos nós conhecemos esta praça...
A fonte jorra água amarela da sujidade ao ar. A água deixar-se-á cair com um som estridente e continuo, em cima da água que a fonte há-de voltar a perturbar.
O sentido na praça faz-se como se de uma rotunda tratasse, sempre pela direita, com a fonte ao meio. Rotunda não é... não só lhe falta lá o respectivo sinal, como não tem a forma circular das rotundas. Quis o senhor que a construiu que fosse rectangular!
Do ponto em que estamos a ver, temos ao nosso lado esquerdo a banca dos jornais, já aberta, a receber os primeiros clientes do dia. São homens de fato e gravata, pasta de cabedal na mão direita e moedas a tilintar no bolso. O jornal que compram não é para ser lido para já! Primeiro terão de marcar a presença no escritório onde trabalham e só depois, durante as horas de serviço, irão ler as notícias frescas do novo dia.
A praça que vimos quando cá chegamos, já não parece a mesma! Os sons dos carros já se sobrepõe aos piares dos primeiros pássaros que muito provavelmente já nos abandonaram, para procurar a sua comida. O pouco movimento que se fazia sentir já parece impossível de se ter sentido, a julgar pela quantidade de pessoas que agora cobrem a calçada branca e azul desta nossa pequena praça.
E é sempre assim... sempre que há muita gente à nossa volta, poucas são as que reparam efectivamente em nós! A prova está em mim... Desde que nasci que estou no meio da praça, imediatamente em frente à fonte, a noroeste da banca de jornais, ao lado dos autocarros e no caminho dos senhores de fato e gravata! Parado no tempo, imóvel ao movimento, suspenso no respirar, a viver uma vida sem vida, porque assim, parados, alheios ao mundo e sozinhos, é impossível viver!
segunda-feira, 21 de abril de 2008
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