sábado, 14 de junho de 2008

Ilusão

Oiço, permanentemente, na minha cabeça, o leve bip que o meu telemóvel faz quando recebe uma mensagem... Vejo, pelo canto do olho, a luz a piscar... chego a ter a sensação de sentir a mesa a vibrar, com o seu vibrar... Tudo ilusão! Todas estas mentiras pregadas pelo meu inconsciente, esta vontade de te sentir novamente perto de mim, desvanece-se quando agarro no telefone e vejo-o quieto, sossegado, à espera que algo perturbe a sua paz...

Vou ter saudades das conversas até horas tardias, muitas das quais eu não quis ter... Vou ter saudades de adormecer contigo, de te sentir nos meus braços, de fechar os olhos e saber que vamos dormir juntos, nos nossos sonhos...

Vou ter saudades de sonhar... mas isso não me vai impedir de viver, de seguir em frente, de procurar a próxima pessoa, que me vai acolher, que vai lutar para que as coisas dê certo!

Posso sair ferido das voltas que damos, posso sair tonto das pancadas que dou com a cabeça na parede, posso sair fraco da energia que perdi na batalha, posso até ficar um pouco mais para trás para recuperar a força, para perceber qual o erro, para conseguir guardar algo de ti em mim ou simplesmente por teimosia, por não querer que tenha acabado... mas acabarei por sair, vivo e com a energia suficiente para esperar e para voltar, contigo ou sem ti...

Se existi antes de ti, também poderei existir depois de ti!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Espelho

Imaginem que este blog não contém texto, frases, palavras, nem mesmo uma única letra... imaginem que apenas estão a ouvir sons... Este post, será um enorme vazio. É o vazio que preenche o meu ser!

Nasci da vontade do meu dono. Seria para ser alguém que ele não conseguiu ser... O nome que me deu, apenas pode ser justificado pelo acaso... O destino, porém, nem ao acaso pede justificação...

Da pessoa divertida que era suposto eu ser, tornei-me num nome anónimo, que serve de máscara ao meu eu! O ser que eu era para ser, continua vivo, mas apenas nos pensamentos de alguém que vê estas palavras serem escritas, da mesma pessoa que me criou, daquela pessoa que fica sentada à espera que do relâmpago nasça a mudança! Não basta que o eu do meu eu real mude para aquilo que o tornaria feliz... Tudo à volta dele teria de mudar... Não esqueçamos que todos somos a resposta ao ambiente que nos rodeia, logo, se tudo o resto se mantivesse como está, a alteração apenas do eu que não sou eu, não iria ter qualquer tipo de significado. Ou pior... seria notada!

Fico sem saber quem sou na realidade, à espera da minha própria decisão entre ser ou não ser alguém que eu quero ser, como se eu não fosse a pessoa que toma a decisão ou a pessoa mais afectada pela decisão!