quarta-feira, 11 de junho de 2008

Espelho

Imaginem que este blog não contém texto, frases, palavras, nem mesmo uma única letra... imaginem que apenas estão a ouvir sons... Este post, será um enorme vazio. É o vazio que preenche o meu ser!

Nasci da vontade do meu dono. Seria para ser alguém que ele não conseguiu ser... O nome que me deu, apenas pode ser justificado pelo acaso... O destino, porém, nem ao acaso pede justificação...

Da pessoa divertida que era suposto eu ser, tornei-me num nome anónimo, que serve de máscara ao meu eu! O ser que eu era para ser, continua vivo, mas apenas nos pensamentos de alguém que vê estas palavras serem escritas, da mesma pessoa que me criou, daquela pessoa que fica sentada à espera que do relâmpago nasça a mudança! Não basta que o eu do meu eu real mude para aquilo que o tornaria feliz... Tudo à volta dele teria de mudar... Não esqueçamos que todos somos a resposta ao ambiente que nos rodeia, logo, se tudo o resto se mantivesse como está, a alteração apenas do eu que não sou eu, não iria ter qualquer tipo de significado. Ou pior... seria notada!

Fico sem saber quem sou na realidade, à espera da minha própria decisão entre ser ou não ser alguém que eu quero ser, como se eu não fosse a pessoa que toma a decisão ou a pessoa mais afectada pela decisão!

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