Olho ao espelho e vejo a imagem daquilo que sou. Não, é mais profundo que isso... Não dizem que os olhos são o espelho da alma? Pois bem, ao olhar para o espelho vejo-me como sou por fora, mas também por dentro. Vejo um pequeno ser amarrado a um tronco a lutar com todas as suas forças para se libertar. Vejo-me a mim próprio, mas do ponto de vista do confortável lugar de espectador. Neste momento, aquele pequeno ser não sou eu. Eu não me tenho de preocupar com o seu sofrimento. É como se pudesse carregar no botão e apagasse a imagem para sempre.
Já disse várias vezes neste blog que não vivo em sintonia com aquilo que gostava de viver. Esta pessoa não é a pessoa que eu quero ser, mas sou obrigado a viver com ela e hoje não é o momento dramático em que vou contestar esse meu triste fado.
Acredito, e acredito mesmo, que nada é eterno! Erro meu... A morte eterna será... Há momentos altos e baixos. Nunca estarei mal por muito tempo, da mesma forma que o sorriso de uma piada acabada de contar, por muito boa que seja e por muito que me faça rir quando a recordar, vai-se desvanecer suavemente.
Pergunto-me portanto, quando é que eu vou mudar, ou de personalidade ou de objectivos?
domingo, 7 de dezembro de 2008
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