quinta-feira, 30 de abril de 2009

Parado na corrente de ar...

Respirar já não basta para sobreviver. Sinto que por vezes, por breves instantes, perco a capacidade de respirar. Sinto um nervoso miudinho a invadir o peito... contraio o diafragma aceleradamente para tentar conseguir um pouco mais de oxigénio... mas ele não chega...

É um aperto no coração, uma dor que sinto como se fosse real, como se fosse física, que me acorda dos meus pensamentos-fantasma... do passado. Bendita dor que me faz acordar, que me faz ver onde estou. Não é que esteja bem onde estou, mas entre estar aqui a pensar e estar aqui sem pensar, que venha a amnésia. Que venha a estaca para gelar o coração. Que venha o quer que seja que me impeça de sentir!

Não quero pensar, não quero decidir, não quero viver pela minha vontade. Quero ser um grão de pólen, a pairar no ar, ao sabor do vento, com o processo de desenvolvimento suspenso. Pode ser que o acaso me faça aterrar num sitio onde eu possa retomar a vida que perdi... pode ser que acabe por nunca encontrar o sitio para o meu desenvolvimento... pode ser que que nunca aterre...

Não é importante o que vem amanha... é importante não pensar no que aconteceu ontem... É importante não viver!

Hoje não vivo... está decidido!

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