Os antónimos fazem parte daquilo que se aprende na primária, mas desde sempre somos confrontados com as duas soluções que temos diante de nos... Não faças isto, faz aquilo. Não comes isto, come aquilo. Não, sim. Bonito, feio. Bom, mau.
Faz parte da educação, o esforço para seguirmos aquilo que está tabelado como "bom". À medida que vamos crescendo, vamos-nos tornando autónomos e decidindo o que fazer em cada um das encruzilhadas da humildes vidas que vamos sobrevivendo. As escolhas que tomamos já não é com a voz da mãe e do pai a dizer qual o caminho, mas com o que eles nos conseguiram ensinar e com aquilo que vemos de cada um dos nossos lados, pelas vidas alheias.
Vemos de tudo. Vemos pessoas a sorrir e a chorar. Geralmente, as pessoas que sorriem fazem mais coisas das que eu considero "más" do que "boas". Veja-se, por exemplo, dois amigos num bar a beber cerveja, e a rirem-se da queca que um deles deu a alguém que apenas conquistou por uma aposta. Em oposição, as pessoas tristes são assim, por exemplo, porque seguiram o caminho "bom". Porque tentaram oferecer flores, convites para dançar, esperar. Acabam numa mesa escondida ao fundo bar escuro.
Gosto de fazer as coisas bem feitas, ou de deitar-me estafado na cama com a consciência de me ter esforçado ao máximo. Por muitos anos, tive na carteira uma frase que decidi que ia seguir sempre que tivesse quase quase a fazer algo que não devesse: "A única coisa a fazer é seguir as regras".
Entre perfeccionista e aventureiro, será que a escolha correcta é o perfeccionismo? O canto escuro do bar agrada-me porque tenho uma visão geral, sem que reparem em mim, mas será que quero morrer num canto?
Viver ou sobreviver? Lutar ou caminhar? Rir ou morrer?
domingo, 30 de agosto de 2009
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1 comentário:
Dou-te uma nova frase... "A tua única obrigação é seres leal a ti próprio..." Não interessa se serias melhor sucedido se fosses aventureiro, o importante é ires para a cama com a consciência tranquila que foste tu próprio...
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